O Castelo de Nijo

November 30, 2015

by Kazuya Oshima; Ryota Kobayashi

O Castelo de Nijo localiza-se no coração de Kyoto. Tanto pela sua história, como pela sua arquitetura ou pelos seus jardins é um dos locais que não se deve deixar de visitar.

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O Castelo de Nijo foi mandado construir, em 1603, por Tokugawa Ieyasu, um dos shoguns mais importantes do Japão, para residência oficial do shogunato Tokugawa. A sua construção foi concluída em 1626 pelo terceiro Shogun Tokugawa Iemitsu, que aproveitou partes do castelo do Fushimi como o Portão Kara para o completar.

Tem no seu interior dois palácios (o Palácio Nonomaru e o Plácio Honmaru), protegidos por muralhas e fossos, com áreas distintas para Senhor Tokugawa e seus vassalos.

Em 1868, a família Tokugawa entregou o castelo à família imperial e em 1939 passou a ser administrado pelo município de Kioto que abriu as suas portas ao público no ano seguinte.

 

Depois de entrar no Castelo, o primeiro local a visitar é o Palácio Ninomaru, considerado Tesouro Nacional e Património da Humanidade pela UNESCO em 1994. Tem uma área de 3.300 metros quadrados e é composto por 5 edifícios em diagonal que são uma mostra do estilo Bukefushoinzukuri, do período Momoyama (1573-1603). Ao todo há 33 salas decoradas com pinturas luxuosas, correspondendo a uma área superior a 800 tatamis.

 

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Os construtores montaram os pavimentos dos corredores de forma que o piso gerasse um som como um grito de um rouxinol sempre que alguém caminhasse sobre ele. Era uma maneira de garantir a segurança, pois o ranger da madeira alertava para a presença de qualquer intruso.

 

Uma das salas é a Tozamurai-no-ma, que é a que tem maior superfície, uns 1046 metros quadrados. Ao que parece foi usada como sala de espera para os daimyos que iam visitar o castelo.

 

Ohiroma Ichi-no-ma e Ni-no-ma são duas salas contíguas que se podem transformar numa só. Era onde o Shogun se reunia com os daimyos. Estão decoradas com luxuosas pinturas de forma a impressionar os visitantes.Outra coisa importante é que, tal como na sala Chokushi, tinha uma zona mais alta onde o Shogun se sentava e atendia os nobres que se sentavam na parte mais baixa.

 

Neste ponto vamos explicar alguns pormenores destas reuniões para dar uma ideia de como seriam na época:

 

Para começar, os daimyos tiravam a espada longa e só lhes era permitido levar a espada curta. Também tinham de trocar a roupa por outra que dificultava bastante não só os movimentos rápidos, como o equilíbrio, em caso de confrontação.Nestas reuniões, só o Shogun e o seu guarda pessoal levavam roupa apropriada, caso houvesse alguma confrontação. Na sala há vários armários onde se guardavam as mesas e utensílios que ali se podiam usar e tem portas especiais ocultas por onde os guardas pessoais do Shogum podiam entrar na sala e defendê-lo de qualquer tentativa de assassinato.Como se pode ver nesta época havia muitas lutas internas pelo poder e muito receio de traições.

 

Se visitarem o Castelo de Nijo, tenham em conta que para os japoneses uma habitação limpa e desocupada não só mostra ordem como dá a sensação que é maior. O Shogun, com estas salas tão grandes e apenas com o mobiliário necessário naquele momento, pretendia impressionar e dar sensação de poder aos seus visitantes. Assim todo o mobiliário permanecia guardado nos armários, fora da vista dos visitantes.

 

O jardim de Ninomaru foi feito de modo a que o Shogun o pudesse ver quando estava no salão principal do palácio.

 

 

Horário: das 8:45 às 17:00 (última entrada às 16:00)

Encerra às terças em janeiro, julho, agosto e dezembro.

Encerra também entre os dias 26 de dezembro e 4 de janeiro.

Preço: 600 ienes

 

 

Acesso

Tomar o metrô até à Nijojo-mae Station, na Tozai Subway Line

Mistérios de Quioto

May 25, 2015

by Yusuke Kishino, Naoya Ito

 

 

Quioto tem uma História muito longa. Ao longo dos séculos, vários eventos aconteceram na cidade, alguns dos quais muito misteriosos. Algumas pessoas pensam até que Quioto é uma entrada para um mundo assombrado.

Mesmo nos dias de hoje, é possível ver alguns desses lugares misteriosos. Aqui apresentamos dois deles.

 

 

Confeitaria Minato-ya (doce de fantasma para criar crianças)IMG_子育飴    

 

Esta confeitaria fica perto do Templo Kiyomizu-dera e do Templo Rokudo Chinno-ji. Nesta loja de atmosfera tranquila são vendidos doces de gosto simples. Contudo, por detrás desta confeitaria, existe uma estória fantástica. Há aproximadamente 400 anos atrás, todos os dias à meia-noite de um dia de verão, uma jovem mulher vinha para a uma confeitaria perto do Templo Rokudo Chinno-jipara comprar um doce. Todos os dias à meia-noite. Ao achar tal facto estranho, um dia o dono da loja decidiu seguir a senhora para descobrir quem seria tal misteriosa pessoa. Assim chegou a um cemitério onde encontrou um bebé a chorar. Ao seu lado, jazia o corpo inanimado de uma senhora. Então o dono da confeitaria adoptou o bebé e a jovem donzela deixou de aparecer na loja. A estória espalhou-se por Quioto e as pessoas da cidade começaram a chamar aos doces desta loja “doce de fantasma para criar crianças”. Diz-se que o bebé cresceu saudável e tornou-se um monge busdista. Já passaram vinte gerações, mas a receita continua igual há 400 anos atrás, sendo muito famosa entre as crianças. O doce “doce de fantasma para criar crianças” custa 500 ienes.

 

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Acesso

Endereço: Matsubara-dori Higashi-oji-nishi-iru, Higashiyama-ku, Kyoto

Tel: 075-861-0321

Horário: 10:00-16:00 (encerra à segunda-feira)

Mapa: http://kosodateame.com/access.html

 

 

Ichijo Modoribashi (Ponte do Retorno)

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O seu nome significa “Ponte do Retorno” e fica sobre o rio Horikawa. Esta pequena ponte na área norte da cidade de Quioto tem vários episódios que levaram as pessoas a acreditar na sua ligação com o sobrenatural. O mais antigo destes episódios remonta ao séc. X, quando durante um funeral, conta uma lenda que o defunto ressuscitou por breves momentos para se despedir do seu filho neste local.

 

Desde então, esta ponte foi o local escolhido para condenações culos XV e XVI.-

civil dos sil, o defunto ressuscitou por breves momentos para se despedir do seu filho neste local.à morte durante a guerra civil dos séculos XV e XVI. Foi aqui que, em 1597, 26 mártires cristãos do Japão tiveram as suas orelhas cortadas, antes de serem condenados ao exílio por Toyotomi Hideyoshi O mesmo Hideyoshi aqui executou Sen-no Rikyu, um dos fundadores do famoso estilo da cerimónia de ch ereço: Horikawa-shitano-machi, K Quioto.adas. Por outro lado, os jovens que partiam para a Sefgunda Guerra Mundiall.á.

 

A “Ponte do Retorno” tem tanto uma simbologia positiva como negativa. Por um lado, é considerada de má agouro para as noivas, que não desejam regressar à casa onde nasceram como mulheres divorciadas. Por outro lado, os jovens que partiam para a Segunda Guerra Mundial vinham aqui pedir um retorno são e salvo a casa. Não há dúvida que esta ponte é um marco espiritual na cidade de Quioto.IMG_戻橋

 

Endereço: Horikawa-shitano-machi, Kamigyouku, Quioto

Ruas de Quioto

By Shota Ueji, Shota Furumoto, & Yusuke Kishino

Antigamente, Quioto era a capital do Japão. Era aqui que o Imperador morava e por estas ruas passeava. As ruas de Quioto cruzam-se verticalmente, tal como um tabuleiro de xadrez. Hoje em dia, a capital do Japão é Tóquio, mas muitas pessoas continuam a passar por estas ruas, muitas crianças aqui brincam e até muitos carros e comboios / trens passam de dia e de noite.

Aqui apresentamos algumas das ruas mais belas da velha Miyako, o nome antigo de Quioto.

O Caminho dos filósofos

O “Caminho dos filósofos” fica no bairro Sakyo-ku, entre o Templo de Prata (Ginkaku-ji) e o Templo Nanzen-ji. É um dos caminhos pedestres mais famosos não só de Quioto, mas de todo o Japão.

Começando no Templo de Prata (Ginkaku-ji) no norte de Quioto, anda-se para sul num trajeto que fica cheio de cerejeiras em flor, no mês de abril.

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O Caminho dos filósofos deve o seu nome a Kitaro Nishida, um dos filósofos japoneses mais conhecidos do séc. XX e antigo professor na Universidade de Quioto. Kitaro Nishida passeava neste caminho, meditando, num passeio que pode demorar cerca de trinta minutos a pé.

Durante a época das cerejeiras em flor, em abril, muitas pessoas vêm aqui fazer o “hanami”, um piquenique de estilo japonês junto com a natureza.

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A rua do bambu

Em todo o Japão, há muitas árvores de bambu, mas algumas dos bosques de bambu em Quioto são particularmente belos. Por exemplo, perto da região de Arashiyama, no lado ocidental da cidade (bairro de Ukyo-ku).

Um caminho rodeado de árvores de bambu é uma das imagens mais conhecidas de Quioto. Pode-se visitar esta rua a partir da rua principal de Arashiayma, andando um pouco a norte da entrada do Templo Tenryu-ji.

Caminhando lentamente por este caminho, pode-se sentir o cheiro do bambu e os raios de sol que desces pelas folhagens.

São muitos os turistas que aqui vêm nos fins-de-semana e feriados.
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Rua de Pontocho

Mesmo no centro da cidade, há uma rua chamada Pontocho, perto do Rio Kamogawa. Pontocho é uma rua movimentada, famosa pelas suas suas casas de chá e que preserva a arquitetura de séculos passados.

Diz-se que a origem da palavra “Pontocho” é a palavra portuguesa “ponto” com a palavra japonesa “cho”, que significa “bairro”.

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O Templo Ryoan-ji

October 16, 2014

O Templo Ryoan-ji

By Ken Itagaki, Shota Yamashita and Takeshi Kyoda

 

O Templo Ryoan-ji é um templo zen e um dos jardins de pedra mais conhecidos de todo o Japão.

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História

Julga-se que o jardim de pedra do Ryoan-ji terá sido foi construído por Katsumoto Hosokawa, no período Muromachi, ano 1450. Durante a Guerra Onin em que o próprio Katsumoto participou, a maioria do Templo foi destruído. Depois disso o Templo Ryoan-ji foi reconstruído por Masamoto Hosokawa (filho de Katsumoto), em 1488. No período Edo, o templo foi protegido por Hideyoshi Toyotomi.

 

Em 1994 foi classificado pela UNESCO como Patrimônio Cultural do Mundo.

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De acordo com os documentos do período moderno, antigamente a lagoa do Templo Ryoan-ji era mais famosa do que o próprio jardim de pedra.

 

Atrações do Templo Ryoan-ji

Como já foi referido, o Templo Ryoan é um dos bens culturais mais importantes de Quioto, sendo também um dos pontos turísticos mais famosos de todo o Japão, com muitos turistas japoneses e estrangeiros a visitá-lo durante o ano todo.

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A principal atração do Ryoan-ji é o seu jardim de pedra, cujo nome oficial é ¨Jardim Hojo¨. Tem 25 metros de comprimento e 10 metros de largura. O jardim é preenchido por 15 rochas brancas, colocadas de maneira muito especial, visto que, observando de qualquer perspetiva, é sempre impossível ver todas as 15 rochas de uma só vez.

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Acesso

-Horário: das 8h às 17h (de dezembro a fevereiro, está aberto das 8h30 às 16h)

-Entrada: 500 ienes

-Endereço: Kyoto-shi Ukyo-ku Ryoanji Goryõ Shitamachi 13

-Meios de transporte: pegar o ônibus número 59 e sair em Ryoanjimae.

O Castelo Nijo

 

By Erika Ono, Natsumi Oku

 

O Castelo Nijo (em japonês: “Nijo-jo”) foi construído por ordem de Ieyasu Tokugawa, para servir como residência dos Shoguns Tokugawa em Quioto. A sua construção ficou concluída em 1626.

 

O Castelo tem uma área de 275 mil metros quadrados, dos quais 8 mil são ocupados por edificações como o Palácio Ninomaru e as ruinas do Palácio Honmaru. Em 1994, a UNESCO registou o Castelo Nijo como um dos dezassete Património Mundial da Humanidade.

 

 

Estrutura

 

O castelo Nijo é composto por dois círculos concêntricos de fortificações, sendo o Palácio Honmaru e o Palácio Ninomaru exemplos de graciosidade estética.

 

O Palácio Honmaru ocupa uma superfície de 1600 metros quadrados e foi construído com um estilo arquitectónico do fim do Período Edo. Está dividido em quarto partes: quartos de dormir, recepção e quartos de entretenimento, quartos de entrada e uma área de cozinha. Todas estas áreas estão ligadas por corredores e jardins. O Palácio Honmaru foi o palco da coroação do Imperador Showa (Imperador Hirohito), em 1928.

 

Em 1750, um incêndio destruiu o palácio original.

 

 

O Palácio Ninomaru, por sua vez, ocupa uma superfície de 3300 metros quadrados, com cinco edifícios de madeira decorados com folha de ouro gravuras de artistas conceituados da escola Kano, um dos estilos mais famosos da pintura japonesa que dominou desde o séc. XV até ao início do Perído Meiji, em 1868.

 

Foi neste local que o último shogun, Tokugawa Yoshinobu, devolveu o poder ao Imperador, em 1867.

 

 

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Palácio Ninomaru

 

 

Acesso

 

Morada: 541 Nijojo-cho, Horikawa-nishiiru, Nijo-dori, Nakagyo-ku, Kyoto

Tel: 075-841-0096

Pode tomar o autocarro (ônibus) municipal nº 9, 50 ou 101 na Estação de Quioto e descer na parada “Nijojo-mae”. Também pode tomar o autocarro (ônibus) municipal nº 12 ou 101 em Karasuma e descer na parada “Nijojo-mae”. Se preferir, pode tomar a linha Tozai do metropolitano de Quioto e sair na estação “Nijojo-mae”.

Horário: 8:45 a.m. – 4:00 p.m.(os portões fecham às 5:00 p.m.)

Fecha no Natal e Ano Novo, e às terças de janeiro, julho, agosto e dezembro.

Preço: 600 ienes (200 ienes e 350 ienes para estudantes)

 

Castelo Nijo

by Kento Yamori, Shoko Tomozawa, Yuriko Honda

História

O castelo Nijo (em japonês “Nijo-jo”) foi construído por ordens de Tokugawa Ieyasu, fundador do Shogunato Tokugawa e general das forças armadas do este do Japão.

Em 1601, Ieyasu decidiu edificar o Castelo Nijo, como residência do Shogunato Tokugawa, depois de vencer Isida Mitsunari, general das forças armadas do oeste, na batalha de Sekigahara.

Com uma superfície de 275 mil metros quadrados, o Catelo Nijo é composto por dois anéis concêntricos de fortificações, o Palácio Honmaru, o Palácio Ninomaru, bem como várias edificações e jardins. A UNESCO classificou o Castelo Nijo como Património Mundial da Humanidade.

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Palácio Honmaru

Com uma superfície de 1600 metros quadrados, o Palácio Honmaru é composto por quatro partes: os quartos, um espaço de recepção e entretenimento, o salão de entrada e uma cozinha. O Palácio Honmaru está fechado ao público, abrindo apenas em ocasiões especiais.

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Ninomaru

Provavelmente a parte mais fascinante do castelo de Nijo é o Segundo Palácio (Ninomaru).

Ninomaru significa “defesa externa” e os chefes do castelo como o shogun ou senhor feudal japonês viviam aqui.

O palácio de Ninomaru é um dos tesouros nacionais do Japão e é composto por 6 partes e 33 quartos. Os quartos têm paredes de ouro e cada quarto tem um tema especial e significado com pinturas diferentes em cada um para refletir esses temas. Por exemplo, no primeiro quarto, podemos ver imagens de tigres na parede. As pinturas são maravilhosas, mas têm ficado degradadas com o passar do tempo, por isso é proibido tirar fotografias.

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O jardim do Palácio Ninomaru

O jardim de Ninomaru foi designado como um lugar de beleza cénica pela Agência de Assuntos Culturais do governo japonês e foi concebido de modo a ser visto em todo o seu esplendor pelo shogun, enquanto estava no Ohiroma, o salão principal do Palácio ninomaru.

Aqui existem pinheiros e uma variedade de árvores sazonais. Portanto, em cada temporada podemos contemplar uma vista de tons diferentes. E também tem tanques artificiais de pedras de todos as formas.

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O festival do Castelo Nijo

Durante a primavera, há uma celebração especial no Castelo Nijo, com exposições de arranjo floral, recitais de tambor japonês (Koto), e exposição de produtos. Todos os anos, esta festa é realizada desde fins de março até meados de abril, entre as 18 e as 21 horas.

Acesso e informação

Tomar o autocarro / ônibus municipal número 9, 50 ou 101 a partir da Estação de Quioto

Tomar metrô (linha Tozai) até Nijojo-mae

Tomar o comboio / trem Hankyu até Omiya e ir de taxi durante cerca de 5 minutos

O endereço: 541, Nijojo-cho, Nijo-dori Horikawa Nishi iru, Nakagyo-ku, Kyoto

Telefone : 075-841-0096

Horário : 8:45 a.m – 4:00 p.m

(Ninomaru 9:00 a.m – 4:00 p.m)

Descanso : de 26 dezembro a 4 janeiro

Todas as terças-feiras de janeiro, julho, agosto e dezembro.

Entrada: Adultos   600 ienes

Estudantes:  350 ienes (Escola Primária: 200 ienes)

As pontes do rio Kamogawa

November 7, 2012

by Kazuki Ueda, Takuya Tsuji

Algumas das pontes ao longo do rio Kamogawa

O rio Kamogawa nasce na montanha Sajigatake, que fica a norte da cidade de Quioto e tem uma altura de 895.8 metros. Esse rio corre de nordeste para sudeste e, na cidade de Quioto, atravessa o seu centro, ao lado da Avenida Kawabata-Dori. Depois, muda o rumo a sudeste e encontra o rio Katsuragawa. O comprimento total é cerca de 33 quilómetros, cobrindo uma área hidrográfica de cerca de 208 quilómetros quadrados. Uma parte dessa água é usada para muitos fins. Por exemplo: regadio usado na agricultura, água santa quando atravessa o templo xintoístaKamigamo-Jinja, etc. Desde há muito tempo que as margens deste rio são ponto de encontro para os habitantes de Quioto, que aqui passeiam e conversam. Por isso, este local era usado para colocar informações para as pessoas. O rio Kamogawa aparece é referido em obras literárias e livros históricos. Podemos afirmar que o rio Kamogawa é parte do património cultural e histórico do Japão.

São muitas as pontes ao longo deste rio.

Uma delas é a ponte de Marutamachi (Marutamachi-bashi). O rio Kamogawa transbordava e inundava as sua margens frequentemente. Por isso era também chamado de “rio bravo”. As pontes eram necessárias para as pessoas atravessarem este rio com segurança.

Misosogi-gawa

Outra ponte conhecida é a ponte de de Nijo (Nijo-Ohashi) que fica a sul, a cerca de 500 metros de ponte de Marutamachi. No lado oeste desta ponte há um curso de água que se chama “Misosogi-gawa”. Em cima fica o “Noryo-Yuka”, um terraço para gozar o ar fresco nos dias quentes do verão. Antigamente, neste lugar não havia ponte aqui, pois era um lugar comum para as batalhas. Era aqui que se exibia a cabeça do general samurai, depois de morto.

Uma história conhecida aconteceu em 1338, quando os habitantes de Quioto se encontravam insatisfeitos com as políticas do Imperador Godaigo e aqui escreveram grafiti a manifestar a sua revolta. Perto dessa ponte tem uma outra feita de pedra, a imitar a forma de um navio, de uma tarutaruga ou de um pássaro. É um local famoso para tirar fotografias.

 

Ponte Sanjo-Ohashi

Uma outra ponte é Sanjo-Ohashi, origem de muitas histórias, construída por ordem de Hideyoshi Toyotomi. Perto dessa ponte, há duas estátuas de bronze de Yajirobei e de Kitahachi, as personagens principais na história de “Tokaidochu Hizakurige”. Ao lado deles, há uma pedra de Nade-ishi, que significa bom agouro. Aqui pode sentir-se a verdadeira Quioto antiga.

 

 

 

Maiko-san

Também muito famosa é a ponte Shijo (Shijo-Ohashi), a entrada do centro de Shijo-Kawaramachi. Perto desta ponte, na rua Ponto-cho, há uma residência de Maikos (jovens aprendizes de gueixa). Em maio, a “dança do rio  Kamo” fascina muitas pessoas. Se andar a leste desta ponte, pode chegar ao templo xintoísta Yassaka-Jinja. Aí se transforma no lugar ritual para o festival de Gion (Gion-matsuri) em julho, o mais conhecido festival de Quioto.

Ao longo do rio Kamogawa, podemos encontrar também:

- a ponte de Oike (Oike-hashi), construída em 1964. A origem do nome “Oike” é um tanque de um templo budista que se se chama “shinsenen” e não secou durante um período longo de seca.

- a ponte Dongri (Dongri-bashi), reconstruída em 1963. Dizem que a origem do seu nome está relacionada com a árvore Dongri (“sobreiro”, em português).

- a ponte Matsubara  (Matsubara-bashi), reconstruída em 1959. Antigamente, esta ponte se chamava “Gojo-Ohashi”, até ao Período Heian. Contudo, o nome foi mudado por ordem de Hideyoshi Toyotomi. Do lado oeste desta ponte existem estátuas de bronze de Ushiwakamaru (nome de Yoshitsune Minamoto, quando era criança) e Benkei. Depois do primeiro vencer um duelo entre os dois, Benkei tornou-se seguidor de Ushiwakamaru. Ainda hoje podemos sentir a batalha entre estes dois famosos guerreiros.

 

Benkei e Ushiwakamaru

A ponte Matsubara

 

- a ponte de Shomen, reconstruída em 1952. Esta ponte fica na rua de Shomen (significa “a frente”). A origem do nome de Shomen é que esta rua fica em frente do templo de Hoko-ji daibutsu-den, que Hideyoshi Toyotomi mandou erigir. Por isso, se chama “Shomen”.

 

 

- finalmente, a ponte de Shichijo (Shichijo-Ohashi), a mais antiga das pontes do rio Kamo. A origem do desenho do seu parapeito é “Toshi-ya”, do templo de Sanjusangen-do, que fica a norte desta ponte. A Torre de Quioto e a Estação de Quioto ficam perto desta ponte. Por isso, muitos turistas passam por aqui.

Quando visitar as pontes do rio Kamogawa tenha em atenção o seguinte:

1.   Preste atenção à natureza e às pessoas perto do rio. Aí existem árvores, flores, animais, pessoas que passeiam.

2.   É melhor pesquisar um pouco antes de ir! Caso queira ver as pontes e o rio, é melhor pesquisar antes de ir. Em primeiro lugar, se estudar um pouco a história do lugar, poderá apreciá-lo melhor. É também aconselhável saber a previsão meteorológica, para evitar dias de chuva.

3.   Tome cuidado com as aves de rapina!Aqui tem muitas aves de rapina. Se comer, pode se tornar o alvo destas aves, que tentarão roubar a sua comida.

 

Cuidado com os pássaros!

Daikaku-ji

April 26, 2012

by Tomomi Serizawa

Templo Daikaku-ji

O Templo Daikaku-ji, também conhecido por palácio das flores, deve o seu nome ao monte onde se situa, coberto pelas cerejeiras em flor na primavera e pelas folhas vermelhas no outuno.

O Imperador Saga, que gostava muito deste lugar, construiu aqui um palácio para morar com a sua esposa. Depois de morte do Imperador, em 876, tornou-se num templo budista.

Ainda hoje podemos encontrar no Daikaku-ji vários biombos do Período Momoyama e Edo, legado da família budista do Imperador Saga. No cento do templo fica a sala do dono e jardim para os convidados do Imperador Saga.

O corredor que liga o salão principal e os quartos faz um ruído propositado cada vez que alguém anda. Desta maneira eram evitadas “surpresas” inesperadas. A este tipo de chão se dá o nome de Uguisu-bari.

Ao lado templo existe um pequeno lago chamado Osawa-no-ike. Este lago imita o estilo de construção chinês, fruto da amizade do Imperador Saga com Kukai, um monge budista que havia estudado na China durante cinco anos.

Antigamente, a aristocracia gostava de observar a lua numa pequena embarcação enfeitada que flutuava no Osawa-no-ike . Ainda hoje é possível observar a lua durante um festival aqui realizado na noite de lua cheia de outono (por volta da segunda semana de outubro).

ACESSO

Endereço: Osawa-machi 4, Ukyoku, Kyoto-shi

Telefone: 075-871-0071

Ponto de ônibus: Daikaku-ji-mae (ônibus número 28, 71 ou 81)

Horário: 9:00~16:30

Entrada: 500 ienes









O Templo de Kiyomizu

by Kanako Takahashi; Tomoe Tsukada; Nami Yamada

【1. História】

O Templo de Kiyomizu foi construído no ano de 780 por Sakanoueno Tamuramaro, famoso chefe militar da Era Heian. Foi reconstruído em 1633 por Iemitsu Tokugawa, terceiro shogun da dinastia Tokugawa. Este templo é o segundo mais antigo de Kyoto.

【2. Os defensores do templo】

Quando visitamos o templo de Kiyomizu, vemos esta paisagem da fotografia. Primeiro, vejamos o portão. Diz-se que ao atravessá-lo, nos afastamos dos desejos mundanos, pois entramos no terreno sagrado do templo. Em seguida, nos deparamos com as estátuas de cães. Eles são os defensores dos templos e dos santuários xintoístas. São chamados Koma-Inu. Dizem que a origem deles está na Pérsia e na Índia entre os séculos 3 e 4. Em geral, o da direita está abrindo a boca e o da esquerda está fechando. Mas, estes do templo de Kiyomizu estão ambos abrindo a boca. Dizem que a razão é mostrar que eles estão dando as boas vindas aos visitantes que subiram a longa ladeira até a entrada do templo.


【3. Hondo ― O pavilhão principal】

Este prédio da fotografía é o pavilhão principal. Para a nossa surpresa, esse prédio foi construído sem nenhum prego. Como é possível um prédio de tamanha altura ser sustentado sem pregos?O fato é que 139 pilares e 90 vigas encaixados estão sustentand. Assím, é muito forte e poder resistir a qualquer desastre natural.

【4. Jishu: um santuário xintoísta dentro do templo】

A história deste santuário xintoísta é muito antiga, mas não se sabe ao certo quando foi construído. Dizem que é muito bom para quem deseja arranjar casamento e é popular entre as mulheres em especial. Trinta mil turistas visitam esse santuário por mês. O prédio atual foi construído em 1633 por Iemitsu Tokugawa. Lá há duas pedras que nos mostram a sorte no amor. A distância das pedras é de 10 metros. Se você visitar esse santuário, experimente o seguintes: primeiro, ande com os olhos fechados de uma pedra até a outra. Se você for capaz de andar sem receber orientação dos amigos, você terá sorte no amor. Mas, se você precisar da orientação dos amigos, também precisará de conselhos no amor.

【5. Tetsugeta】

São tamancos japoneses. Esses tamancos são de ferro. Dizem que se as mulheres os tocarem, elas nunca terão problemas em encontrar sapatos que as agradem. Mas se os homens os tocarem, eles nunca poderão trair suas esposas, porque estarão ligados a elas por correntes.

【6.Syakujyou】

Syakujuyou é um dos instrumentos do Buda. Tocamos o sino de cima e, com o tilintar, podemos eliminar os desejos mundanos. Mas, na verdade, é usado quando os monjes budistas recitam as escrituras sagradas.

【7.Acesso ao Templo de Kiyomizu】

Para chegar ao templo, pegue o ônibus número 206 ou 100 da estação de Kyoto, desça na parada Gojo-zaka e ande mais ou menos 10 minutos até o templo.

Os origens de Higashiyama

April 26, 2010

by Yuko Yamakawa; Ayaka Wakai

 

Higashiyama

 

Higashiyama é um dos distritos mais originais e antigos de Quioto. Verdadeiro centro histórico e cultural de Quioto, é considerado um símbolo de Quioto.

Continuam bem cuidados os templos e santuários relacionados com a família imperal, a família Toyotomi e a família Tokugawa, que foram poderosas naqueles templos, e também os centros antigos de fé.

 

A natureza majestosa que já foi poesia

O distrito Higashiyama situa-se na zona leste da cidade de Quioto, entre a serra Higashiyama e o rio Kamogawa. Uma zona ligeiramente inclinada do rio para a serra espalha-se pela cidade do norte ao sul com a beleza da natureza verde.
Quando um discípulo do famoso poeta Basho Matsuo, Ranetsu Hattori, escreveu o seguinte poema haiku ao ver esta paisagem: “Como se deitasse coberta por um lençol, Higashiyama”. Pensa-se que Hattori se referia à neve que cobria Higashiyama.

 

A história de Higashiyama começa antes da época de Heian

A região Higashiyama tem uma história antiga e era um lugar espaçoso antes das construções que começaram no Período Heian (ano 794 d.C.).
O templo de Hougan, conhecido por Torre de Yasaka, já existia antes da capital se mudar para Heian.

 

Uma época esplendorosa

Quando começou o Período Heian, o templo grande de Houjyu, que a corte de Goshirakawa construiu em Hitijyo, e a residência da família Heike foram construídos em Rokuhara.
Rengueouin, também conhecido por Sanjyusanguendo, é o templo construido por Tairano Kiyomori.No outro lado fica a cordilheira de Higashiyama, de onde se pode ver toda a cidade de Quioto. Esta paisagem começava ter uma caráter de celebração do passado glorioso de Quioto.

 

Uma transformação para a base política dos Samurais

Na época de Kamakura, quando os samurais tomaram o poder, o governo feudal colocou Rokuharatandai como órgão da viagem de serviço. Ele era a base importante da política para guardar a corte imperial e integrar os samurais do oeste no Japão.

Ao entrarmos na época de Momoyama, Toyotomi Hideyoshi planejou fazer um Daibutsu (Buda Gigante) comparável ao do templo Todai em Kyoto e assim construiu o templo Houkou. Por isso, Higashiyama avançou muito. Parece que ele tinha um sentimento especial por Higashiyama, pois muitos templos e santuários xintoístas foram construídos com referência a Hideyoshi.

 

O estilo da cidade de Higashiyama na época de Edo

Mesmo depois de o centro da política ter mudado para Edo (atual Tóquio), Higashiyama continuou alvo de atenção especial como zona política e religiosa. Um magnata empresarial chamado Kashiwaya apareceu e teve influência para o progresso da região. Até agora a casa de Kashiwaya ficou por Touihoukan.

Na mesma época, a zona era muito movimentada por visitantes. O estilo e encanto da cidade de Higashiyama ficou completo nesta época.

 

Uma nova cidade cultural símbolo da modernidade japonesa

Em 1897, para proteger o patrimônio cultural no centro de Quioto, foi inaugurado o Museu Imperial de Quioto. Higashiyama ocupava cada vez mais uma posição importante no aspeto cultural.

Em 1899, MuraiKitibei construiu a primeira fábrica do tabaco em Umamachi. Diz-se que mais de dois mil operários trabalhavam nessa fábrica. Murakami Kichibei que se tornou numa grande magnata por causa da indústria do tabaco, construiu Chorakukan para receber os visitantes. O lindo edifício de estilo ocidental (tem como base o Renascimento) simboliza a modernidade japonesa dessa época.

Em 1910, uma linha ferroviária eletrificada (Kyohan) começou a funcioanr entre Quioto e Osaca. a ferrovia eletrificada de Kyohan funcionou. Esta linha mudou muito a tipologia da cidade de Quioto.