Santunário Kifune

October 16, 2017

O histórico do Santunário Kifune

por  Kei Yamawki e Tomoki Matsuoka

O Santário Kifune é um santuário xintoísta que fica em um vale arborizado, nas montanhas do norte de cidade de Quioto, em Sakyo-ku. Apesar de se situar num local chamado “Kibune”, o nome deste santuário é pronounciado “Kifune”. Famoso em todo o Japão, muitas pessoas visitam este santuário todos os anos, o principal dos 450 santuários “Kifune” de todo o país.

 

貴船の川(Kadoko – restaurante em plataformas construídas sobre o rio)

 

貴船(Hongu, o palácio principa)

-Precinto do Santuário Kifune-

O santuário Kifune está dividido em três edifícios: Hongu, Yuinoyashiro e Okunomiya.Hongu é o palácio principal do santuário e foi reconstruído em 2007.

 

-Como ir-

A estação de comboio / trem mais próxima é Kifuneguchi. É preciso andar cerca de trinta minutos a partir desta estação.

A paragem de autocarro (o ponto de ônibus) mais próxima é Kifune, do autocarro / ônibus nº33. Fica a cerca de cinco minutos a pé do santuário.

 

-História-

O santuário tornou-se objeto do patronato imperial durante  o período Heian. Em 965, o imperador Murakami ordenou que mensageiros imperiais fossem envidados para relatar eventos importantes ao “kami” guardião do Japão. Na altura foram concedidas oferendas (denominadas “heikaku”) a 16 templos, incluindo o Santuário Kifune. De 1871 a 1947, este santuário foi designado oficialmente um dos “Kampei-chusha”, que significa que se tornou na segunda categoria de santuários apoiados pelo governo japonês. O Santuário Kifune também está associado ao “Ushi no toki mairi”, um ritual de maldição.

 

-Rumores do Santuário Kifune-

O deus do casamento do Santuário de Kifune é famoso, mas há rumores de uma história assustadora, onde uma maldição começa. É aqui que se pratica o “Ushi no toki mairi”, um ritual para amaldiçoar pessoas de que não se gosta.

 

 

Mercado Taishogun

Mercado Taishogun – “Rua Yokai”

By Yusuke Kishino, Naoya Ito

 

 

Em Quioto, durante a Era Heian (794-1185), corria o boato de que monstros saíam à noite durante a “Procissão dos cem demónios” (em japonês “Hyakki Yagyō”). Estes demónios eram conhecidos como “yokai”, monstros sobrenaturais do folclore japonês que podiam apresentar inúmeras formas (desde animais, a pessoas e também objectos inanimados que tomam vida).

 

Hoje me dia, muitas pessoas vêm ao Mercado Taishogun, para verem representações destes “yokai”. Por isso, o Mercado Taishogun é conhecido como a “Rua Yokai”. Localizado na Avenida Ichijo, na parte norte de Quioto, fica perto do famoso santuário shintoísta Kitano-tenmangu.

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A “Rua Yokai” é muito popular, com estátuas dos famosos monstros que divertem as crianças que aqui se deslocam. Esta zona é também palco de vários eventos, junto das lojas. Entre estas lojas, existe uma padaria chamada “Meister”, que vende produtos alimentares alusivos a este tema.

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No dia 25 de cada mês, junto ao Santuário Kitano-tenmangu realiza-se uma feira da ladra (“flea market”), um dia muito animado onde se pode comprar as mais variadas coisas, desde produtos usados a mobília antiga. Uma visita a esta feira da ladra é certamente um dos bons eventos que Quioto oferece aos seus visitantes.

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Acesso

Tomar o autocarro / ônibus número 50 ou 101, na Estação de Quioto, e sair em Kitano Tenmangu-mae.

 

Endereço: 75, Okaminocho, Kamigyo-ku Kyoto-shi, KyotoIMG_3704

Hozugawa-kudari

by Kento Yamori, Yuriko Honda

O rio nasce na região central das montanhas de Tamba. Desce através das montanhas em redor de Sonobe para cidade de Kameoka. A partir daí, corre entre as ravinas de Hozu-kyo até chegar a Arashiyama onde se funde com os rio de Kamo e Yodo, chamando-se Hozugawa, famoso pelas suas belas ravinas e passeio de barco.  

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Hozugawa-kudari

O percurso de barco entre Kameoka e Arashiyama é de 16 quilómetros.  Este rio teve um papel preponderante na vida das populações locais, pois era uma importante via de comunicação entre Osaka e Quioto. As madeiras, arroz, trigo e lenha eram algumas das mercadorias, então, transportadas por pequenos barco. O rio perdeu esse papel vital como via de comunicação. Foi substituído pelo transporte ferroviário, com a abertura da linha férrea JR Sanin em 1895 e, mais tarde, também pelos transportes rodoviários, A partir de 1945, o transporte por barco desapareceu, mas a beleza fascinante das ravinas de Hozu trouxe os passeios de barco. Hotsugawa-kudari tornou-se, assim, um importante ponto turístico da Prefeitura de Quioto.

Hozugawa-kudari tornou-se, assim, um importante ponto turístico da Prefeitura de Quioto. Opasseio de barco demora cerca de uma hora e meia.  Durante o percurso, podemos admirar a paisagem e observar a mudaça de cor da folhagem ao longe da ravina. A sua beleza ainda é mais deslumbrante na primavera com as cerejeiras em flor e depois no outono com as folhas vermelhas. Hoje mais de 30 mil pessoas visitam este lugar.

Horário (de 10 março a 30 de dezembro)

Passeios regulares
10:00 11:30 13:00 14:30 *Não se efetuam passeios entre 29 de dezembro e 4 de janeiro

Passeios regulares
adultos ¥4100 crianças(4 até 12 anos) ¥2700

Barcos reservados
¥8200 Nota:  Não se efetuam os passeios de barco, se estiver mau tempo.

Kurama-dera

by Madoka Kotani; Misaki Tada; Yasuyuki Ouchi

 

O que é o Kurama-dera?

O Kurama-dera é um templo localizado na montanha ¨Kurama¨ em Quioto. Há muitas montanhas em Quioto, e esta fica no norte da cidade e a sua beleza é bem conhecida há muito tempo. Mas desde o ano de 770, esta montanha se tornou a familiar para os japoneses como uma montanha sagrada.

No ano de 770, este templo de budista foi construído na montanha pelo monge Gantei, que era o Grande Sacerdote de Ganjin. Ele ofereceu um ídolo budista chamado ¨Bishamon¨, que está no fundo de uma sala do templo. Em outros templos no Japão, as coisas mais importantes devem ser guardadas no fundo da sala.

Gantei decidiu edificar este templo porque, uma noite, ele viu um diabo no seu sono e este disse-lhe que existia uma montanha sagrada a norte de Yamashiro (o nome de uma região antiga no Japão). Quando Gantei caminhou para esta montanha, uma ogre feminina atacou-o e ele ficou muito ferido, quase a morrer. Felizmente, conta a lenda que um Deus japonês, ¨Bishamon¨, o salvou. Então ele decidiu criar um templo para adorar esse Deus nesse lugar da montanha que agora se chama Kurama.

Mais tarde, no ano de 796, havia um construtor cujo nome era Isehito Fujiwara. Ele era o chefe dos construtores de um outro templo, que se chama¨Toji¨. Ele sonhava construir um templo em honra de ¨Kannon¨. Quando viu um sonho em que Kannon aparecia na montanha Kurama, ele foi lá para confirmar se o seu sonho era verdade. Quando lá chegou não encontrou “Kannon”. Porém, em outro sonho, ouviu um Deus com figura de criança a dizer: ¨Na verdade, ¨Kannon¨ e ¨Bishamon¨ são o mesmo deus, apenas com nomes diferentes.¨ Isehito acreditou nestas palavras e colocou o ídolo de ¨Sente Kannon¨, criado novamente junto de ¨Bishamon¨.

O templo Kurama-dera aparece em muitas obras literárias japonesas. No livro de ¨Makurano-soushi¨, que é um dos mais famosos do Japão, o caminho de ¨Tsuzuraori¨ é desenhado por Seisho Nagon.

 

  

 

  

 

Eventos anuais

 

・Takekiri Eshiki     20 de junho

É uma cerimónia de corte de bambu, baseada numa lenda sobre o monge Buen. Esta cerimónia realiza-se para rezar por uma colheita abundante.

Quatro estacas de bambu são colocadas no santuário principal e dois bambus com raiz simbolizam a cobra fêmea e outros bambus sem a raiz a cobra de macho. Os quatro bonzos dividem-se em dois grupos, que representam os lados  leste e oeste do Monte Kuruma. Após o sinal, as equipas correm para cortar os bambus com golpes de espada em 8 pedaços e a vitória ou a derrota depende desta rapidez. A área da equipa vencedora terá uma colheita abundante nesse ano.

 

・Kurama no Hi-Matsuri     22 de outubro

Este festival decorre no Santuário Yuki-jinja. Às seis da tarde, pessoas carregam tochas de fogo e anunciam a chegada do festival com cântigos de “Saireya-Sairyo”. A parada dura toda a noite. Toda a zona de Kurama fica embrulhada pelo fogo, no que é conhecido como um dos três festivais mais excêntricos de Quioto.

  

 

Informação

・Endereço: 1074 Kurama-Honmachi Sakyo-ku Kyoto-shi

Da estação de Kyoto:  Tome o autocarro / ônibus municipal número 4 ou 17.

Na paragem de ¨Demachiyanagi eki mae¨(Frente da Estação Demachiyanagui), saia do autocarro / ônibus e tome o comboio / trem de Eisan até a Estação de ¨Kurama¨. Depois tem de andar 5 minutos a pé.

・Telefone: 075-741-2003

・Horário: 9:00 – 16:30

・Entrada:  Adultos – 200 ienes

Crianças (até alunos da escola secundária)  – gratuito

 

As pontes do rio Kamogawa

by Kazuki Ueda, Takuya Tsuji

Algumas das pontes ao longo do rio Kamogawa

O rio Kamogawa nasce na montanha Sajigatake, que fica a norte da cidade de Quioto e tem uma altura de 895.8 metros. Esse rio corre de nordeste para sudeste e, na cidade de Quioto, atravessa o seu centro, ao lado da Avenida Kawabata-Dori. Depois, muda o rumo a sudeste e encontra o rio Katsuragawa. O comprimento total é cerca de 33 quilómetros, cobrindo uma área hidrográfica de cerca de 208 quilómetros quadrados. Uma parte dessa água é usada para muitos fins. Por exemplo: regadio usado na agricultura, água santa quando atravessa o templo xintoístaKamigamo-Jinja, etc. Desde há muito tempo que as margens deste rio são ponto de encontro para os habitantes de Quioto, que aqui passeiam e conversam. Por isso, este local era usado para colocar informações para as pessoas. O rio Kamogawa aparece é referido em obras literárias e livros históricos. Podemos afirmar que o rio Kamogawa é parte do património cultural e histórico do Japão.

São muitas as pontes ao longo deste rio.

Uma delas é a ponte de Marutamachi (Marutamachi-bashi). O rio Kamogawa transbordava e inundava as sua margens frequentemente. Por isso era também chamado de “rio bravo”. As pontes eram necessárias para as pessoas atravessarem este rio com segurança.

Misosogi-gawa

Outra ponte conhecida é a ponte de de Nijo (Nijo-Ohashi) que fica a sul, a cerca de 500 metros de ponte de Marutamachi. No lado oeste desta ponte há um curso de água que se chama “Misosogi-gawa”. Em cima fica o “Noryo-Yuka”, um terraço para gozar o ar fresco nos dias quentes do verão. Antigamente, neste lugar não havia ponte aqui, pois era um lugar comum para as batalhas. Era aqui que se exibia a cabeça do general samurai, depois de morto.

Uma história conhecida aconteceu em 1338, quando os habitantes de Quioto se encontravam insatisfeitos com as políticas do Imperador Godaigo e aqui escreveram grafiti a manifestar a sua revolta. Perto dessa ponte tem uma outra feita de pedra, a imitar a forma de um navio, de uma tarutaruga ou de um pássaro. É um local famoso para tirar fotografias.

 

Ponte Sanjo-Ohashi

Uma outra ponte é Sanjo-Ohashi, origem de muitas histórias, construída por ordem de Hideyoshi Toyotomi. Perto dessa ponte, há duas estátuas de bronze de Yajirobei e de Kitahachi, as personagens principais na história de “Tokaidochu Hizakurige”. Ao lado deles, há uma pedra de Nade-ishi, que significa bom agouro. Aqui pode sentir-se a verdadeira Quioto antiga.

 

 

 

Maiko-san

Também muito famosa é a ponte Shijo (Shijo-Ohashi), a entrada do centro de Shijo-Kawaramachi. Perto desta ponte, na rua Ponto-cho, há uma residência de Maikos (jovens aprendizes de gueixa). Em maio, a “dança do rio  Kamo” fascina muitas pessoas. Se andar a leste desta ponte, pode chegar ao templo xintoísta Yassaka-Jinja. Aí se transforma no lugar ritual para o festival de Gion (Gion-matsuri) em julho, o mais conhecido festival de Quioto.

Ao longo do rio Kamogawa, podemos encontrar também:

– a ponte de Oike (Oike-hashi), construída em 1964. A origem do nome “Oike” é um tanque de um templo budista que se se chama “shinsenen” e não secou durante um período longo de seca.

– a ponte Dongri (Dongri-bashi), reconstruída em 1963. Dizem que a origem do seu nome está relacionada com a árvore Dongri (“sobreiro”, em português).

– a ponte Matsubara  (Matsubara-bashi), reconstruída em 1959. Antigamente, esta ponte se chamava “Gojo-Ohashi”, até ao Período Heian. Contudo, o nome foi mudado por ordem de Hideyoshi Toyotomi. Do lado oeste desta ponte existem estátuas de bronze de Ushiwakamaru (nome de Yoshitsune Minamoto, quando era criança) e Benkei. Depois do primeiro vencer um duelo entre os dois, Benkei tornou-se seguidor de Ushiwakamaru. Ainda hoje podemos sentir a batalha entre estes dois famosos guerreiros.

 

Benkei e Ushiwakamaru

A ponte Matsubara

 

– a ponte de Shomen, reconstruída em 1952. Esta ponte fica na rua de Shomen (significa “a frente”). A origem do nome de Shomen é que esta rua fica em frente do templo de Hoko-ji daibutsu-den, que Hideyoshi Toyotomi mandou erigir. Por isso, se chama “Shomen”.

 

 

– finalmente, a ponte de Shichijo (Shichijo-Ohashi), a mais antiga das pontes do rio Kamo. A origem do desenho do seu parapeito é “Toshi-ya”, do templo de Sanjusangen-do, que fica a norte desta ponte. A Torre de Quioto e a Estação de Quioto ficam perto desta ponte. Por isso, muitos turistas passam por aqui.

Quando visitar as pontes do rio Kamogawa tenha em atenção o seguinte:

1.   Preste atenção à natureza e às pessoas perto do rio. Aí existem árvores, flores, animais, pessoas que passeiam.

2.   É melhor pesquisar um pouco antes de ir! Caso queira ver as pontes e o rio, é melhor pesquisar antes de ir. Em primeiro lugar, se estudar um pouco a história do lugar, poderá apreciá-lo melhor. É também aconselhável saber a previsão meteorológica, para evitar dias de chuva.

3.   Tome cuidado com as aves de rapina!Aqui tem muitas aves de rapina. Se comer, pode se tornar o alvo destas aves, que tentarão roubar a sua comida.

 

Cuidado com os pássaros!

A Avenida Sanjo

by Kazuki Ueda, Takuya Tsuji

Sabe onde fica a Avenida Sanjo? A Sanjo-dori, seu nome em japonês, fica mesmo no centro de Quioto, atravessando a cidade de leste a oeste. No extremo leste fica “Yonnomiya” e a oeste fica a ponte de “Togetsu-kyo”, em Arashiyama ou “Saga-tenryuji”, num total de aproximadamente vinte quilómetros. Como há muito tempo era usada pelos habitantes de Quioto, aqui nasceram várias histórias. Passando por aqui, podemos sentir um pouco da História de Quioto.

Sabe que esta avenida é famosa como um destino para os jovens? Aqui encontra muitas lojas famosas, por isso os jovens têm interesse por este local. Desde a Ponte Sanjo (Sanjo-ohashi) até à Avenida de Horikawa, podemos ver duas passagens: uma moderna e outra antiga. Desde antigamente, toda esta rua é de madeira. Muitos viajantes pernoitavam nas inúmeras estalagens desta zona.

A oeste da Ponte Sanjo, tem uma loja que se chama “Ikedaya”. Essa loja é muita conhecida por causa de uma batalha, a “Ikedaya-Jiken”. Nessa época existiam dois grupos polticos rivais:  um era o “Joi-shishi”, que queria fazer uma revolução e outro era “Shinsen-gumi”. Em 1864, quando o “Joi-shishi” estava fazendo uma reunião, o “Shinsen-gumi” atacou. Os dois gurpos batalharam e, embora tenham perecido muitas pessoas de ambos os lados, o “Shinsen-gumi” venceu. Apesar desta batalha, o “Joi-shishi” conseguiu fazer a revolução que pretendia.

Ikedaya

 

Ponte Sanjo

 

Depois de “Ikedaya”, tem uma rua comercial, a “Sanjo-Meiten-Shotengai”, que é a mais antiga artéria comercial da rua Sanjo. Fica entre a Avenida Horikawa e a rua Senbon. Com mais ou menos 800 metros, é de tipo arcada (com o telhado em cima de rua). Aqui há doçarias, minimercados, bares, restaurantes e outras lojas. Por isso, muitas pessoas aqui vêm visitar as mais de 180 lojas desta rua. Em todas as estações do ano há vários eventos. Por exemplo, o Festival do Sake de Quioto, concertos de música japonesa e outros eventos.

Sanjo-Meiten-Shotengai

Sanjo-Meiten-Shotengai

 

Depois da rua comercial, há um lugar cujo nome é “zona de Quioto nova”. Aqui há muitas lojas de marca, lojas de roupa usada, cafés e outras lojas. As pessoas visitam com namoradas e namorados, família ou amigos. Pode-se dizer que aqui se vê as novas tendências da moda em Quioto. Muitos edifícios são de estilo ocidental, resultado de uma política de modernização da cidade. Assim, muitos edifícios de estilo ocidental foram construídos no centro da cidade. Alguns destes edifícios são os Correios de Nakagyo, o Museu Cultural de Quioto, o SACRA, o Nihon Seimei Kyoto-Sanjyo Building, o Kyoto Damashin Company, etc. Estes edifícios já fazem parte do património cultural da cidade. No Museu Cultural de Quioto, há sempre muitas exposições.

Nihon Seimei Kyoto-Sanjyo Building

Kyoto Damashin Company

 

Na rua Sanjo, podemos também encontrar dois importantes destinos turísticos.

Um deles é o templo xintoísta de Hidashisanjou-Taishogun-Jinja, que fica a leste. É considerado uma das entradas de Quioto. É considerado importante para defender a cidade da entrada de espíritos malignos. As árvores centenárias deste local ficam lindas na época das folhas vermelhas do outono.

O outro local famoso é o sítio da pedra de Benkei. Dizem que o monge-guerreiro Benkei lançou esta pedra da ponte Gojo (Gojo-ohashi), e que ele a usava como treino físico. Este monge lendário era conhecido como grande guerreiro e, após perder um duelo com Minamoto Yoshitsune, ficou ao serviço deste, defendendo-o com bravura até ao fim da dinastia Heike.

Pedra de Benkei

A rua Sanjo é uma das artérias principais de Quioto. Aqui o visitante poderá descobrir sempre coisas novas.

Daikaku-ji

by Tomomi Serizawa

Templo Daikaku-ji

O Templo Daikaku-ji, também conhecido por palácio das flores, deve o seu nome ao monte onde se situa, coberto pelas cerejeiras em flor na primavera e pelas folhas vermelhas no outuno.

O Imperador Saga, que gostava muito deste lugar, construiu aqui um palácio para morar com a sua esposa. Depois de morte do Imperador, em 876, tornou-se num templo budista.

Ainda hoje podemos encontrar no Daikaku-ji vários biombos do Período Momoyama e Edo, legado da família budista do Imperador Saga. No cento do templo fica a sala do dono e jardim para os convidados do Imperador Saga.

O corredor que liga o salão principal e os quartos faz um ruído propositado cada vez que alguém anda. Desta maneira eram evitadas “surpresas” inesperadas. A este tipo de chão se dá o nome de Uguisu-bari.

Ao lado templo existe um pequeno lago chamado Osawa-no-ike. Este lago imita o estilo de construção chinês, fruto da amizade do Imperador Saga com Kukai, um monge budista que havia estudado na China durante cinco anos.

Antigamente, a aristocracia gostava de observar a lua numa pequena embarcação enfeitada que flutuava no Osawa-no-ike . Ainda hoje é possível observar a lua durante um festival aqui realizado na noite de lua cheia de outono (por volta da segunda semana de outubro).

ACESSO

Endereço: Osawa-machi 4, Ukyoku, Kyoto-shi

Telefone: 075-871-0071

Ponto de ônibus: Daikaku-ji-mae (ônibus número 28, 71 ou 81)

Horário: 9:00~16:30

Entrada: 500 ienes









O Templo de Kiyomizu

by Kanako Takahashi; Tomoe Tsukada; Nami Yamada

【1. História】

O Templo de Kiyomizu foi construído no ano de 780 por Sakanoueno Tamuramaro, famoso chefe militar da Era Heian. Foi reconstruído em 1633 por Iemitsu Tokugawa, terceiro shogun da dinastia Tokugawa. Este templo é o segundo mais antigo de Kyoto.

【2. Os defensores do templo】

Quando visitamos o templo de Kiyomizu, vemos esta paisagem da fotografia. Primeiro, vejamos o portão. Diz-se que ao atravessá-lo, nos afastamos dos desejos mundanos, pois entramos no terreno sagrado do templo. Em seguida, nos deparamos com as estátuas de cães. Eles são os defensores dos templos e dos santuários xintoístas. São chamados Koma-Inu. Dizem que a origem deles está na Pérsia e na Índia entre os séculos 3 e 4. Em geral, o da direita está abrindo a boca e o da esquerda está fechando. Mas, estes do templo de Kiyomizu estão ambos abrindo a boca. Dizem que a razão é mostrar que eles estão dando as boas vindas aos visitantes que subiram a longa ladeira até a entrada do templo.


【3. Hondo ― O pavilhão principal】

Este prédio da fotografía é o pavilhão principal. Para a nossa surpresa, esse prédio foi construído sem nenhum prego. Como é possível um prédio de tamanha altura ser sustentado sem pregos?O fato é que 139 pilares e 90 vigas encaixados estão sustentand. Assím, é muito forte e poder resistir a qualquer desastre natural.

【4. Jishu: um santuário xintoísta dentro do templo】

A história deste santuário xintoísta é muito antiga, mas não se sabe ao certo quando foi construído. Dizem que é muito bom para quem deseja arranjar casamento e é popular entre as mulheres em especial. Trinta mil turistas visitam esse santuário por mês. O prédio atual foi construído em 1633 por Iemitsu Tokugawa. Lá há duas pedras que nos mostram a sorte no amor. A distância das pedras é de 10 metros. Se você visitar esse santuário, experimente o seguintes: primeiro, ande com os olhos fechados de uma pedra até a outra. Se você for capaz de andar sem receber orientação dos amigos, você terá sorte no amor. Mas, se você precisar da orientação dos amigos, também precisará de conselhos no amor.

【5. Tetsugeta】

São tamancos japoneses. Esses tamancos são de ferro. Dizem que se as mulheres os tocarem, elas nunca terão problemas em encontrar sapatos que as agradem. Mas se os homens os tocarem, eles nunca poderão trair suas esposas, porque estarão ligados a elas por correntes.

【6.Syakujyou】

Syakujuyou é um dos instrumentos do Buda. Tocamos o sino de cima e, com o tilintar, podemos eliminar os desejos mundanos. Mas, na verdade, é usado quando os monjes budistas recitam as escrituras sagradas.

【7.Acesso ao Templo de Kiyomizu】

Para chegar ao templo, pegue o ônibus número 206 ou 100 da estação de Kyoto, desça na parada Gojo-zaka e ande mais ou menos 10 minutos até o templo.

O parque do Umekoji

by MasatakaSato; KiyomasaTaniguchi


O Parque Umekoji fica no distrito de Shimogyo-ku, em Quioto. É um lugar verde e florido, propício ao descanso de quem aqui vem, mas também é um refúgio em caso de calamidade. Desde que este parque foi criado em 1995 que é muito estimado pelas pessoas de Quioto.

Midori no Yakata (Casa Verde)

A entrada custa 200 ienes, mas aqui poderemos encontrar uma sala de recreação, um restaurante e um belo jardim.
(* O aluguel da sala de recreação custa 3000 ienes)

Shibafu-hiroba (Praça da Grama)

A Praça da Grama tem um área muito extensa: 25,000㎡.É aqui que os estudantes do colegial fazem as suas atividades esportivas ao fim-de-semana.A praça está cercada por muitas árvores e plantas, cuja cor muda consoante a estação do ano. No verão, a sua superfície é toda verde.


Kawara-asobiba
(brincar no leito seco do rio)

Debaixo da sobra das árvores no leito deste rio, podemos encontrar muitos pais brincando com os seus filhos. Este é um local privilegiado para o encontro das famílias, especialmente no verão, quando este local fresco se torna num refúgio ao calor de Quioto.

Acesso

Mais ou menos 15 minutos a pé (na direção oeste da Estação de Quioto)
Ônibus: ônibus número 33, 205 ou 208, na Estação de Quioto: sair no ponto de ônibus em frente do Parque Umekoji.
ônibus 206, na Estação de Quioto: sair no ponto de ônibus de Shijo Omiya.
Entrada
Parque : Entrada grátis
Midori no Yakata : 200 ienes
Horário
Parque : 24 horas por dia
Midori no Yakata : 9h~17h
Restaurante : 11h~22h

Estação de Kyoto

by Nami Yamada; Kanako Takahasi; Tomoe Tukada

Estação de Kyoto
Fusão do antigo com o moderno

Planta da Estação de Kyoto

A construção da nova Estação de Kyoto começou em dezembro de 1994.Este já é o quarto edifício desde a sua fundação.A planta é do arquiteto Kouji Hara,que concebeu a estação como o portão de entrada de Kyoto inspirado no famoso romance Rashoumon do escritor Ryuunosuke Akutagawa.Imaginando que Kyoto é o portão de entrada para a cultura e história japonesas,ele desenhou o edifício da Estação com o teto em forma de arco.O edifício foi construído seguindo o plano das ruas de Kyoto na Época Heiankyou,quando a cidade era capital imperial.

Luz e Sombra

O edifício da Estação traz o contraste entre luz e sombra . Todos os lados do edifício estão revestidos de vidro para que a luz natural o penetre. A ideia de contrastar luz e sombra foi inspirada no ‘’shooji’’, divisória feita de madeira e papel para separar cômodos nas casas japonesas desde os tempos antigos.O ‘’shooji’’ permite que a luz de um cômodo o atravesse passando para o outro lado, o que provoca um lindo efeito de harmonia.

Cobertura Moderna

Dentro do edifício, há vários espaços interessantes para se visitar. Um deles é a cobertura. Recentemente, estão tentando aumentar a área verde daí, com árvores e gramado. Em dias claros, podemos passar o tempo tomando banho de sol sentados no gramado. E, se tivermos sorte, podemos apareciar ainda a vista panorâmica da cidade de Kyoto.

A vista noturna também é fantástica. O lugar de onde podemos ter a melhor vista se tornou muito famoso no Japão e é considerado um lugar de encontro de namorados.

Doces tradicionais de Kyoto
-Um gostinho de Japão-

Uma das lembranças mais procuradas pelos turistas nas lojas da estação é o “Yatsuhashi” . É um pastelzinho de massa de arroz recheado com feijão doce. Sua origem remonta à Época Edo , que durou cerca de 260 anos até o século XIX. “Yatsuhashi” era o nome da pessoa que inventou esse doce, Kengyo Yatsuhashi. Há vários tipos de Yatsuhashi : o duro assado como biscoito, o mole de massa de arroz com açúcar e canela e o recheado com pasta de feijão doce. Estes dois últimos não são assados.
Atualmente, encontramos também o tradicional Yatsuhashi já modernizado com recheio de chocolate e banana, chocolate e morango ou feijão doce e gergelim.

Transporte

A Estação de Kyoto é a estação central de onde podemos tomar ônibus ou metrô para qualquer lugar turístico da cidade. Os trens e o ‘’shinkansen’’ (trem-bala) para outras regiões também saem daí.