O Santuário Xintoísta de Shimogamo

April 25, 2007

by Kozue Kaida

O seu nome verdadeiro é “O Santuário Xintoísta de Kamomioya”. Este santuário chama-se “Kamo-sha” por juntar com o Santuário Xintoísta de Kamigamo.
A história deste santuário é muito antiga, por isso, não se sabe ao certo quando foi construído. Desde o século V, a família Kamo aparecia como uma família poderosa e dominante. Este santuário deifica os espíritos ancestrais da família Kamo e celebra os deuses do xintoísmo.
Estes deuses são “Kamotaketsunumi-no-Mikoto” (o deus da paz mundial, dos cereais abundantes, do talismã, etc.) e “Tamayorihime-no-Mikoto” (a defensora feminina e a deusa de fertilidade, etc.).

<A Floresta de Tadasu>

Esta floresta, situada no interior do santuário, já aparece em obras clássicas da literatura japonesa “Genji-Monogatari” e “Makurano-Soshi”. De acordo com a lenda, Kamotaketsunumi-no-mikoto ouvia os pedidos de pessoas na floresta e julgava corretamente ou erradamente.

<Ro-mon e Mai-dono>


Passado o acesso ao santuário na Floresta de Tadasu, encontra-se um grande portal. Ao fundo, podemos apreciar “Ro-mon”, considerado uma importante herança cultural.
“Mai-dono”, o mais destacado dos palácios deste templo, é utilizado no Festival Aoi (Kamo-Sai)

<O Rio Mitarashi e a Ponte Sori>

No dia de canícula, realiza-se uma cerimônia em que as pessoas molham as suas pernas no rio e fazem preces para prevenir as pestes e as doenças. Ao lado desta ponte, existe uma famosa ameixeira chamada “Flor da Ameixeira de Korin”.

Perto do santuário, existe uma loja de doces, onde se pode comprar “Mitarashi-Dango”, um doce típico japonês, com a sua origem neste local. Este doce exprime as espumas das águas do fundo da lagoa. Esta loja chama-se “Kamo-Mitarashi Chaya”.

<O Festival Aoi>

Como uma festa representativa, todos os anos, em 15 de Maio, realiza o “Festival Aoi (Kamo-Sai)” com o Santuário Xintoísta de Kamigamo. Pensa-se que esta festa teve início no ano 545. No Período Heian, este festival já era famoso, mantendo-se ainda hoje como uma das celebrações mais conhecidas de todo o Japão.

<Acesso ao Santuário Xintoísta de Shimogamo>

Pegue o ônibus número 205 no terminal de ônibus da Estação JR de Quioto. Desça na parada “Shimogamo-jinja-mae”.

Santuário Xintoísta Yasaka

by Chihiro Udono; Akiko Gomi

Na zona leste de Kyoto, podemos encontrar o santuário xintoísta Yasaka. É conhecido pelo apelido de “Gion-san”, pois fica em Gion, bairro das gueixas. Ao visitar Kyoto, não podemos deixar de visitar Yasaka porque nos arredores deste santuário, há muitos lugares onde sentimos a atmosfera de Kyoto.

Neste santuário, deuses do xintoísmo são celebrados. Dizem que o deus principal daqui, “Susanô no mikoto”, é o protetor da agricultura e da saúde. Além disso, ele traz a paz ao país, sucesso nos estudos, laços de amor e prosperidade no comércio.

A religião xintoísta está bem arraigada entre os japoneses. Vou apresentar alguns costumes xintoísmos que encontramos neste santuário.

Esta família veio para o“miyamairi”,
um costume japonês de visita o santuário da sua terra natal. Quando chega o 31º dia do nascimento do filho e 33ºdia do nascimento da filha, visita-se o santuário para mostrar o bebê ao deus da sua terra natal. Quase todos os japoneses fazem esta visita. Bem parecido com o batizado, mas a diferença é que o “miyamairi”não pressupõe que a criança seja fiel à religião durante a sua vida.
E este é o casamento à moda xintoísta. Às vezes podemos ver o casamento celebrado desta maneira. Aqui no Yasaka, a mulher do deus Susanô também é celebrada. Portanto, muitos casais se casam aqui.

Como o“Susanô” é o deus da saúde, originalmente, este santuário foi construído para exterminar a epidemia da peste. A sua festa é muito famosa no Japão. Chama-se“Gion matsuri”( Festival de Guion). Começa em 1 de julho e acaba no dia 31. Esta festa é para tranquilizar os espíritos das trevas. Outro festival é o “Okera Matsuri”no fim e no começo do ano também para desejar boa saúde.

Essas festas existem há mais de 1100 anos. Os deuses de Yasaka tem protegido a nossa saúde por muito tempo.
Se for ao santuário Yasaka, poderá aproveitar para esticar o passeio. A leste, encontrará o Parque de Maruyama, famoso na primavera pela bela e imponente cerejeira. Ao sul, há o templo de Kiyomizu, também recomendado para visita.

Acesso para YASAKA: descer na“Estação de Hankyu Kawaramachi”e andar cerca de 10 minutos na direção leste.
*Se for da Estção JR Kyoto, pegar o ônibus número 206. Descer no ponto de “Gion”. Leva mais ou menos 20 minutos.

O Templo de Prata – Ginkakuji

by Chihiro Udono; Akiko Gomi

O Ginkakuji, Templo do Pavilhão de Prata, fica ao pé do Monte Tsukimachiyama, situado na região leste de Kyoto. Embora este templo não seja muito conhecido entre os estrangeiros, no Japão, ele é tão famoso quanto o Kinkakuji (Templo do Pavilhão de Ouro), celebrizado no romance clássico de Yukio Mishima. Estes dois templos estão ligados por uma família de shoguns (chefe militar dos samurais), a família Ashikaga , que dominou a política do país no século XV. O Ginkakuji foi construído por Yoshimasa, neto do Shogun Yoshimitsu, que mandou construir o Kinkakuji. Estes dois templos refletem uma mesma filosofia budista: o ZEN. No começo, eles foram construídos
para serem casas de campo dos Shoguns Yoshimasa e Yoshimitsu. Mas, estes pediram em testamento para que suas casas se tornassem templos budistas após a sua morte.
O Ginkakuji é um símbolo da cultura de encontrar beleza nas coisas simples, como o Sado, o culto do chá, que tem continuidade até hoje. O Sado é conhecido por ser uma cultura artística da religião “ZEN”, mesmo assim, muitos japoneses não sabem que um dos pioneiros da cultura do chá no Japão foi o Shogun Yoshimasa. Ele saboreou o chá no Ginkakuji e criou um dos modelos originais da cerimônia do chá.


A construção do Ginkakuji começou no fim de século XV e levou 8 anos até ser completada. Mas Yoshimasa morreu um pouco antes de seu acabamento. O Ginkakuji recebe tantas visitas como o Kinkakuji, no entanto, há uma grande diferença entre os dois templos: o Kinkakuji foi construído em época de florescência para mostrar o poder e a riqueza do Shogun Yoshimitsu. Ao contrário, seu neto Yoshimasa viveu em época de instabilidade política. Ele não se interessava pelo mundo político e se dedicou às artes, deixando como legado o Ginkakuji. Estes dois templos refletem assim duas épocas de História japonesa, a época de ouro, da abundância, e a época de prata, da simplicidade.

Então, vamos entrar no templo.Até chegar ao portão interno, seguimos por um caminho ladeado de cercas vivas de camélias.Chegando ao jardim, vemos os 3 pavilhões principais dos quais chamamos atenção para o ‘’Togu-do’’ e o ‘’Ginkaku’’.

O pavilhão Togu-do era usado como sala de cerimônia do chá. Seu proprietário, Yoshimasa aí se reunia com seus amigos íntimos para tomar chá. A água usada para o chá era retirada do poço deste templo, que ainda hoje podemos ver no jardim. A qualidade da água não mudou desde aquela época e ainda é usada para preparar o chá.
Depois de percorrer o jardim, chegamos à beira do lago em frente ao Pavilhão Prateado ―Ginkaku. Contornando o lago e passando para o lado do Pavilhão, temos uma vista panorâmica de todo o jardim.
A beleza da paisagem do jardim está expressa num famoso poema ‘’Tanka’’ composto por Yoshimasa.
‘’ Minha casa ao pé do monte de Tsukimachi Esperando a noite de luar.’’

À noite, o templo e o lago iluminados pela lua inspiraram Yoshimasa. Mesmo hoje, contemplando o jardim, sentimos a atmosfera de serenidade daquela época.

Saindo do templo, podemos passear pelo caminho com muitos lojas de presentes, doces e salgadinhos tradicionais de Kyoto.
Os vendedores nos oferecem provas de todos eles e, assim, podemos conhecer o gosto de Kyoto.Vamos apresentar alguns doces e salgadinhos que aí encontramos.

 

  • Yatsuhashi—pastelzinho doce feito de arroz e recheado de massa de feijão doce com
    vários sabores
  • Matcha Soft—Um sorvete de chá verde típico de Kyoto
  • Nure Okaki— Um salgadinho de arroz torrado, molhado em molho de soja

Nos arredores do Ginkakuji, encontramos ainda algun rapazes condutores de ’’rikisha’’. (carrinhos de duas rodas puxados por uma pessoa). Se pegar um rikisha, poderá fazer um passeio guiado pelos arredores. É um pouco caro, mas bem interessante.

 

 

 

 

À saída do templo, se dobrarmos à esquerda, podemos caminhar pelo ‘’tetsugaku no michi’’(o caminho da filosofia).
Aqui muitos filósofos famosos caminhavam enquanto meditavam. A paisagem que vemos ao longo do caminho muda a cada estação do ano.

★Acesso para o Ginkakuji :

Pegue o ônibus número 5 ou 17 no terminal de ônibus da Estação JR de Kyoto. Desça na parada ‘’Ginkaku-ji-Michi’’ e ande mais ou menos 15 minutos até o templo.